E SE A TELEFÓNICA COMPRAR UMA % - DA ORDEM DOS 30% - DO CAPITAL DISPERSO DA BRASILCEL DIRECTAMENTE AOS PEQUENOS INVESTIDORES BRASILEIROS ?

Meus Amigos,
“ Quem tudo lo quer, tudo lo perde. “ Ditado popular Espanhol.
Pois é, e se a Telefónica comprar uma percentagem da ordem dos 30/35 % do capital disperso ( até poderá ser uma percentagem menor ) da Brasilcel directamente aos pequenos investidores Brasileiros ?
Uma espécie de OPA, não estão a ver ?
Exactamente !
A operadora Espanhola terá o controle total da Vivo – como desejava – e a PT não encaixou/encaixa 7,50 mil milhões de euros ( Cá o Zé sabe que a ultima oferta da Telefónica já se cifrava nesse valor ).
Mas vamos lá dizer mais alguma coisa sobre este negócio “esquisito” ( ele há pessoas – membros de C.A.s, C.E.s e afins - que mais parecem seguidores de Sade e Maquiavel, com rasgos de masoquismo, tal é o gosto que têm pela dor e sofrimento ou dito de outra maneira, têm um dom especial de complicar situações perfeitamente lineares. )
É que as negociações entre PT e Telefónica, “academicamente”, ainda não terminaram.
Apresentam -se algumas opiniões de analistas, reputados “opinions - maker”, sobre esta matéria.
Por exemplo, o BPI atribui um impacto negativo à notícia mas diz que o processo não está terminado e um acordo ainda é possível. É que, se por um lado, deixar expirar o prazo da proposta foi o passo mais racional para a Telefónica, ainda existem alternativas à dissolução da parceira na Brasilcel, dizem os analistas, no Iberian Daily de hoje do Banco Português de Investimento.
Não antecipamos que a Telefónica escolha já o caminho do tribunal, uma vez que na nossa perspectiva, ainda há alternativas por explorar, diz o banco português em comentário à notícia.
Um processo desses, poderia demorar dois anos, recorda a nota de análise que cita a Imprensa. Por outro lado, o «free float» da Vivo é de 11,09% e para bloquear a Telefónica a PT só teria de comprar metade das acções, o que não parece totalmente improvável para a PT, dado que o custo seria de 1,5 mil milhões de euros no máximo, segundo cálculos dos analistas.
O BPI conclui que os riscos para a Portugal Telecom aumentaram significativamente e que o mercado deverá atribuir uma probabilidade maior ao risco de o negócio não se realizar.
Já a casa de investimento Iberian Equities tem uma postura mais pessimista em relação à notícia, antecipando que a operadora portuguesa poderá enfrentar queixas legais dos accionistas, por a gestão e a administração da Portugal Telecom terem dito que este não era um assunto de «golden share» e o Governo ter bloqueado um negócio aprovado pela maioria dos accionistas.
Esta notícia é obviamente muito negativa para a PT, e negativa para a Telefónica, uma vez que a «optimização» das suas operações no Brasil é agora incerta e levará mais tempo.
Os analistas da casa de investimento antecipam um processo de quatro a seis meses (nos tribunais holandeses), para dissolver a parceira na Vivo, sendo que este tem custos e demora tempo. Não é, portanto, de excluir a continuação das negociações quando a via legal progredir e a PT perceber o quão fragilizada está.
É que a PT já se demonstrou disponível para continuar com as negociações, está à procura de um investimento no Brasil e está próxima de conseguir um acordo para a OI, refere a casa de investimento que cita fontes da Imprensa.
A pressão, tanto de accionistas como legal, poderá ajudar no sentido da PT dar o primeiro passo, algo desejado pela Telefónica, de acordo com a mesma casa de investimento.
O documento de análise refere que considerava, uma solução negociada pela PT, Telefónica e Governo português, como o resultado mais provável.
O resultado final diz que, na nossa perspectiva, a postura de Portugal permaneceu irracionalmente inflexível, o que é negativo, de um modo geral, para as acções portuguesas, a recuarem hoje mais de 4 % !
É o que nos leva a defender que, muito provavelmente, poderá acontecer o que referimos no título deste Post.
Zé do Barreiro.